Indignidades
Muitos comentadores apressaram-se a considerar o abandono de Portas, da Presidência do PP, como um gesto nobre e digno. Não concordo com este ponto de vista. A rapidez da decisão de Portas e as dificuldades da sua substituição têm mais a ver com a rápida percepção de que vinham aí 4 anos de travessia do deserto. E Portas, que no passado criticou outros por abandonarem funções a meio do mandato, repete agora a receita que antes rejeitou. Ninguém no PP se quer submeter ao veredito popular e sacrificar nos próximos 4 anos . Quanto a mim a fuga de Portas mostra o seu lado camaleónico. Disfarçou-se de perdedor capaz do nobre gesto da abdicação. Indignidades à moda de uma direita sem princípios. Suprema ironia será não encontrarem nenhum distraído para o lugar, qual marionete tipo Manuel Monteiro.
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